Para os mais pequenos, as dúvidas sobre tudo o que é novo, diferente ou foge às regras do statu quo são uma constante. É importante saber explicar-lhes o porquê destas diferenças.

Muitos são os pais confrontados com perguntas difíceis todos os dias. Basta ter uma criança em casa para que passe a fazer parte da rotina. Nem sempre é fácil explicar o que é ser diferente. Se o tema é complexo na idade adulta, pode ser ainda mais desafiante quando estamos a lidar com crianças. “A melhor forma é explicar que o ser humano é justamente rico por ser tão variado, existindo em ‘todas as formas, cores e feitios’”, explica o pediatra Mário Cordeiro.

Qual é o momento certo para falar sobre a diferença de raça, de religião, de genero? Devemos esperar que as crianças questionem ou falar abertamente sobre o assunto? Mário Cordeiro defende que é importante explicar desde o início que somos todos diferentes: “Por um lado para que a diferença seja respeitada mas, pelo outro, para que cada um se sinta único, insubstituível e imprescindível, que é um dos maiores fatores protetores para qualquer ser humano.”

Os livros, os filmes, a música e o desporto são algumas das ferramentas que podem ajudar as crianças a perceberem que existem diferenças. É importante explorar as suas dúvidas e falar do assunto o mais abertamente possível. Mário Cordeiro sublinha que admitir a diferença deve ser encarado como algo banal: “Deve ser tão natural como ter olhos azuis ou castanhos, cabelo loiro ou preto, pele escura ou clara, pernas mais grossas ou mais finas… e no que cada um acredita, crê ou professa nada tem a ver, desde que não faça mal ao próprio ou a terceiros com as apreciações subjetivas dos outros.”


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Por Mário Cordeiro

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